Um grupo com cerca de cem pessoas, incluindo amigos e familiares de Marlene do Reis, 78 anos, morta enquanto atravessava a BR-158, em Santa Maria, na última quinta-feira, realiza um protesto na rodovia desde as 19h30min desta sexta-feira.
Mulher morre atropelada na BR-158 em Santa Maria
Com faixas, cartazes e apitos, em frente ao Residencial Arco Verde, eles reivindicam por melhorias na sinalização e na iluminação. Muitos dos manifestantes gritam palavras de ordem como "Iluminação, morte não".
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Santa Maria está no local e negociou com o grupo para que não queimem pneus nem impeçam a passagem de veículos.
De acordo com Graciela Alfaro Ali, 50 anos, moradora do residencial Arco Verde há 15 anos, o protesto desta sexta-feira chama a atenção da sociedade para a falta de iluminação do local.
– Queremos iluminação. A falta de luz está fazendo o número atropelamentos aumentar, além disso, na escuridão, cresce a violência que também está assustadora. Ontem, além do acidente, uma menina quase foi assaltada e até abusada. É um perigo, principalmente, no horário em que nossos filhos voltam de curso, aula e trabalho – reclama a moradora.
Além da iluminação, os residentes do local reclamam da distância da parada de ônibus que ficou longe da área residencial. Conforme Graciela, uma comissão de moradores do residencial e de seus arredores será formada. Eles pretendem marcar uma reunião com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) para tratar da solução do problema.
Conforme os moradores, 2.500 pessoas residem nos 720 apartamentos do residencial Arco Verde, além dos outros moradores dos arredores.
– Pagamos pela iluminação e estamos sem luz alguma. Chega! Queremos uma iluminação descente para amenizar todos esses atropelamentos e a violência – finaliza Graciela.